| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Gruiformes |
| Família: | Rallidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | A. ypecaha |
A saracuruçu é uma ave gruiforme da família Rallidae.
Seu nome comum tem origem na junção de duas palavras do idioma indígena tupi-guarani: sarakura e açu (¨sarakura+açu¨) e significa: ¨saracura grande¨.
Seu nome científico significa: do (grego) aramos = um tipo de garça mencionado por Hesinquio; e -öides = semelhante; e do (guarani) ypecaha, ipécaha = nome indígena para esta espécie de saracura grande. ⇒ (Ave) Ypecaha semelhante a uma garça. “Ypacahá” de Azara (1802-1805) (Aramides).
É a maior espécie do gênero Aramides medindo cerca de 50 centímetros de comprimento.
Ambos os sexos apresentam a mesma plumagem.
Apresenta a porção dianteira da face e a fronte de coloração cinza, a traseira da sua cabeça, nuca e porção posterior do pescoço são castanhos. O bico é verde-amarelado sendo que sua base se apresenta de coloração alaranjada. A porção distal do bico é cinza. A íris é vermelha e circundada por um anel periocular de coloração rosada. O dorso é marrom oliváceo. O uropígio, crisso bem como sua cauda são negros. A garganta é cinza, ligeiramente esbranquiçada e seu peito é cinza azulado. O ventre e os flancos são castanhos com uma tonalidade rosada. As penas coberteiras sob as asas são barradas de cinza escuro e os calções são de coloração cinza.
As patas são altas, fortes e rosadas. Os pés têm quatro dedos relativamente grandes.
Os jovens imaturos apresentam as íris na coloração amarelo-alaranjada.
A saracuruçu possui uma certa semelhança com outras espécies de seu gênero (Aramides) e pode ser visualmente confundida com outras três espécies: a saracura-três-potes (Aramides cajaneus), a saracura-do-mangue (Aramides mangle) e a saracura-do-mato (Aramides saracura). A diferença visual mais clara entre as quatro espécies é a extensão das partes acinzentadas e de cor de telha no corpo dessas aves.
A saracura-três-potes e a saracura-do-mangue possuem o pescoço cinza e peito e barriga em cor de telha, porém apenas a saracura-do-mangue possui a garganta na cor de telha, com sua nuca na cor acinzentada.
A saracura-do-mato possui as cores invertidas em relação à saracura-do-mangue (exceto sua cabeça que continua quase completamente cinza): sua garganta, peito e barriga são na cor cinza e sua nuca e manto são na cor de telha.
A saracuruçu é similar à saracura-do-mato (com garganta e peito cinzas), mas sua barriga é marrom clara, e a cor de telha de sua nuca atinge uma parte mais expressiva de sua cabeça que na saracura-do-mato.
Além dessas características na plumagem, é possível observar que a saracura-do-mangue e a saracuruçu podem apresentar uma coloração vermelho-alaranjada na parte proximal da maxila superior, enquanto que a saracura-três-potes e a saracura-do-mato não a possuem.
A seguir alguns registros que ajudam na comparação entre as três espécies.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
Choca até 5 ovos em seu ninho de plataforma, feito de galhos secos, colocado em arbustos ribeirinhos à altura de solo ou sobre a água.
Espécie arborícola, a despeito de seu tamanho. Encontrada em matas de galeria, matas ciliares, pantanais e áreas adjacentes.
Conspícua e barulhenta em seu biótopo, vocaliza mais durante o dia, reunindo-se em casais ou grupos familiares.
Ocorre nos estados da Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Maranhão, Rio Grande do Sul,Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: